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domingo, 1 de março de 2009

Os meus livros: Blog Marketing




Resumo:

Hoje, entre 50 e 100 milhões de “blogueiros” comunicam pela Internet, expressando ideias e experiências com produtos e serviços, compartilhando informações sobre empresas e negócios.
Com milhões de vozes sendo ouvidas, esse meio de comunicação revolucionário constitui hoje um fórum mundial.
Nenhuma empresa pode dar-se ao luxo de ficar de fora dessa conversa. Em Blog Marketing, o famoso consultor de “blogging” Jeremy Wright explica como e por que empresas de todos os tipos blogam, e revela estratégias para interagir efectivamente com os seus clientes.
Através deste livro é demonstrado como o feedback autêntico dos clientes pode inspirar estratégias de marketing, potenciar novas ideias de produto e serviços inovadores e novos conceitos que transformarão completamente os negócios.
São dados exemplos de algumas empresas extremamente bem sucedidas que vêm beneficiando dos blogs, entre elas a Microsoft, a Sun Microsystems, o Google, a Disney, a General Motors e outras.

Ideias e Conceitos chave a retirar do livro:
- Como potenciar a gestão de marcas da empresa através do “blogging”
- Criar experiências positivas para os clientes
- Proporcionar feedback real sobre a empresa, seus produtos e serviços
- Transformar o modo como a empresa faz negócios
- Simplificar tarefas da gestão de projectos
- Influenciar a rentabilidade da empresa
- Tipos/Estilos de Blog´s: Barbeiro, Metalúrgico, Ponte, Janela, Placa de sinalização, Pub, Jornal.

Blog Marketing
A minha classificação para o livro: 3
(0 - Não Ler; 1- Leitura opcional; 2- Vale a pena Ler; 3- Leitura recomendada; 4- Importante Ler; 5- Excelente-Ler já)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Princípios fundamentais de uma empresa de serviços – Na área das TIC´s.


Numa empresa prestadora de serviços na área das tecnologias de informação, serviços esses que se pretendem de elevado teor profissional e que vão das auditorias á consultoria e do desenho de projectos e soluções (hardware e software) ao serviço pós-venda e ao outsourcing, julgo ser oportuno reflectir um pouco sobre os princípios básicos que devem reger uma empresa de serviços que pretende trilhar um caminho cheio de sucessos.


Antes do mais devo referir que, na minha opinião, a crescente procura de serviços profissionais, em todas as áreas, se deve essencialmente á cada vez maior especialização que a competitividade da economia global impõe a todas as organizações. Assim sendo e como exemplo, uma empresa que comercializa sapatos, precisa de um sistema informático que permita optimizar a sua gestão, mas não precisa de saber instalar, configurar e manter servidores e software, para fazer esse serviço recorre a uma empresa especializada, que através dos seus profissionais altamente especializados lhe presta um serviço que lhe permitirá libertar tempo para se concentrar e especializar na venda de sapatos.


Como 1º princípio fundamental para uma empresa que presta serviços destaco a aposta que tem de fazer na especialização dos seus recursos humanos através do binómio formação-acção, cabendo também a cada um dos seus colaboradores a responsabilidade de ser pró activo na busca dessa formação-acção de forma continua.


Outro princípio fundamental é compreender as características que diferenciam os serviços dos produtos na perspectiva da sua comercialização. Um empresa prestadora de serviços e por conseguinte sua comercializadora, deve criar mecanismos que lhe permitam lidar da melhor forma com as seguintes características dos serviços:


Intangibilidade - O serviço não é algo palpável, o cliente não pode ver, agarrar, sentir, cheirar um serviço para decidir se compra.

Inseparabilidade – A produção e consumo do serviço realizam-se ao mesmo tempo, o cliente paga um serviço que consome e não pode devolver caso não fique satisfeito, ao contrario de um produto defeituoso.

Heterogeneidade – A produção de um serviço e a sua qualidade varia a cada combinação de prestador-cliente-ocasião-local, ao contrario de um produto que pode ser produzido em serie inúmeras vezes resultando em n produtos iguais.

Perecibilidade – Dada a sua inseparabilidade, os serviços não são susceptíveis de serem armazenados, como tal ao contrário dos produtos, não se pode fazer stock de serviços para vender mais tarde e assim deve ser gerida de forma muito consciente os recursos humanos capazes de prestar os serviços para que não haja desequilíbrio entre a procura e a oferta desses serviços.


A consciência e compreensão destes princípios fundamentais devem ser levadas em consideração e incorporados por qualquer empresa ou organização prestadora de serviços de uma forma transversal, estando presente tanto na sua estratégia de marketing como na cultura colectiva que envolve das chefias de topo ao mais modesto colaborador.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Algumas Buzzwords da actualidade....3


Buzzword NeuroMarketing

NeuroMarketing – Ou, o que os cérebros querem comprar…


Este é um método de estudo que tem como meta a definição e aplicação de estratégias de Marketing. Bem até aqui nada de novo, existem muitos métodos de estudo que permitem adquirir conhecimento do comportamento dos consumidores com a finalidade de implementar estratégias de Marketing que incrementem as vendas, a notoriedade da marca, a fidelidade do consumidor á marca, etc.…

São exemplo destes estudos, o Marketing Research, que procura criar linhas orientadoras para as estratégias de Marketing através de estudos quantitativos (ex. entrevista-se N pessoas usando o mesmo inquérito, onde se pergunta a cada uma delas, qual dos sabores de gelado: X, Y, Z ou outro, mais gosta. Das respostas faz-se as contas e tiram-se conclusões sobre com que sabor devemos comercializar o nosso gelado.) e qualitativos (Ex. Pergunta-se a N pessoas qual o sabor de gelado que mais gostam, deixando em aberto todas as possibilidades de resposta para o entrevistado. As conclusões neste caso são no sentido de descobrir insights ou tendências de gostos.).


A novidade reside no facto de o NeuroMarketing ir um pouco mais além. Este método parte do pressuposto de que os consumidores ao serem inquiridos sobre um determinado produto ou serviço, num determinado contexto e local, respondem na maioria das vezes de forma condicionada pela situação que estão a viver, mentindo na resposta que dão. Este facto deve-se a diversos factores de constrangimento das respostas, entre os quais temos por exemplo o constrangimento cultural, que leva o homem responder a um inquérito dizendo que a sua cor preferida é o azul, embora esta não seja a resposta verdadeira e na pratica quando ele estiver só e for ás compras, vai comprar uma pasta de dentes cor de rosa, ou uns boxers cor de rosa, sendo esta de facto a sua cor preferida.


Assim o que o NeuroMarketing propõe é que observando a reacção do cérebro do consumidor á presença do produto em causa (com o seu cheiro,cor,forma,…), usando a ressonância magnética ou a tomografia computorizada, consegue-se ver as respostas que este não pode ou não consegue verbalizar. As alterações químicas que estão por detrás das escolhas apresentam-se através de imagens e consegue ver-se se a pessoa está a fazer uma análise mais racional ou mais emotiva. Vê-se, afinal, o que está envolvido nessas mesmas escolhas.


Desta forma o objectivo das organizações de adequar o melhor possível os seus produtos, serviços e publicidade ao seu Target, é atingido com uma eficiência quase imoral pelo NeuroMarketing.


Para concluir deixo a informação para quem pensa que o NeuroMarketing se trata ainda de ficção científica, que este método já é usado há vários anos sendo bastante conhecido o seguinte exemplo, vindo dos Estados Unidos, onde o NeuroMarketing deu primeiro que falar:


“As experiências pioneiras serviram para fornecer novos argumentos a um duelo clássico, alimentado há anos: a guerra entre a Coca-Cola e a Pepsi. Mais ainda, revelaram o poder que uma marca pode ter, conseguido através de campanhas de marketing.Tudo começou com a publicidade feita pela Pepsi nos anos 70 e 80. Os anúncios eram simples: convidados a escolher qual a bebida com melhor sabor entre várias colas sem identificação da marca, os participantes acabavam sempre por optar pela mesma: a Pepsi. No entanto, era a Coca-Cola que liderava o mercado. A dúvida perseguiu Read Montague, cientista da Universidade de Bayler, no Texas, até ao Verão de 2003, quando decidiu fazer uma experiência capaz de desvendar o mistério.Para isso, reuniu um grupo de 67 voluntários e fez o teste das colas, dando a provar amostras de Coca-Cola e Pepsi, sem identificação de uma nem de outra.Quando confrontados com a pergunta sobre qual tinha melhor sabor, a resposta foi pronta e apontados os copos que continham Pepsi. No entanto, tudo mudou a partir do momento em que lhes foram mostrados os rótulos. Nessa altura, a Coca-Cola liderou as preferências.Com recurso a um aparelho de ressonância magnética, que ilustra o fluxo de sangue para as diferentes zonas do cérebro, Montague assistiu, em tempo real, ao que se passava no cérebro dos voluntários. Verificou que, quando não sabiam o que estavam a beber, eram despertadas na mente zonas associadas ao prazer, enquanto que, conhecidos os rótulos, eram funções racionais que determinavam a preferência.A conclusão, publicada na revista ‘Neuron’, em Outubro de 2004, foi de encontro ao que defendiam, há muito, os profissionais do marketing: as campanhas da Coca-Cola tinham conseguido afectar as preferências dos voluntários de uma forma que nem eles próprios, conscientemente, conheciam.Aqui, a marca teve mais impacto do que o próprio sabor.”